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Turma do Gambá
Religiosamente, às quartas-feiras, um grupo, que chegou à Brasília na década de 70, se encontra em volta de uma grande mesa repleta de copos, garrafas de cerveja, vinho, uísque e água mineral. Tocam violões, cavaquinhos, tamborins, cantam e animam outras pessoas. O lugar da reunião é chamado Botequim das Quartas e os artistas se nomeiam a Turma do Gambá. Os fundadores – Waldemiro Schneider, Antônio Jorge, Roberto Luiz Lopes, o Pena, José Carlos De Luca, Carnaval e Sarah, explicam que o gambá foi escolhido para batizar o nome da Turma porque o grupo precisava de um símbolo para ilustrar o cartaz. "Nessa hora, um gambá e aí ficou", ressaltam O início dos "trabalhos" só se dá no momento em que a Turma toca duas canções, uma de Noel Rosa, outra de Jacob do Bandolim. "Neste canto a mensagem é o canto. Canta, pois, se tal te convém. Se não cantas, silêncio em respeito a quem canta ou a quem ouve encantado o canto de alguém." Juntam-se quantos violões e cavaquinhos estiverem presentes no momento. Não há ensaio nem microfone. Hoje a Turma do Gambá tem mais de 100 frequentadores assíduos.
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