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Abastecimento na rede pública começa a voltar ao normal

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Abastecimento na rede pública começa a voltar ao normal

   O material comprado e estocado no almoxarifado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal começa a chegar e a distribuição para a rede pública hospitalar e para a Farmácia de Alto Custo volta ao normal a partir desta segunda-feira (10).
   Suficiente para o abastecimento por pelo menos seis meses, o material inclui 
85 mil unidades de esparadrapo e centenas de unidades de fios para sutura (de várias espessuras) e de lâminas de bisturi de quatro modelos. 
   Ainda passam pela fase final de compra pela 
Unidade Administrativa Geral (UAG/SES) diversos medicamentos que estavam em falta na Farmácia de Alto Custo. "Hoje, pode-se dizer que o abastecimento é de 90%", afirma Armando Assumpção, responsável pela Unidade, ao explicar que a compra foi feita por meio de adesões de atas - mecanismo que reduz o tempo necessário referente à fase interna e externa da licitação e possibilita o atendimento de demandas imprevisíveis.
   A expectativa, acrescentou, é de que a Secretaria consiga outras adesões, de outras Secretarias de Saúde, para a compra de novos materiais e medicamentos. Armando Assumpção informou que a Unidade trabalha para efetuar o seu próprio registro de ata de materiais e que este processo deverá estar concluído até junho. 

   Autonomia - No último dia 30, foi assinado decreto de ação emergencial para a saúde pelo governador Rogério Rosso, que instituiu o Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde. Com isso, segundo o governador, haverá mais autonomia e agilidade no funcionamento dos hospitais e unidades de atendimento.
   Rogério Rosso informou que ficará mais fácil a aquisição de materiais de consumo e permanentes, medicamentos e equipamentos, além de reparos nas instalações e nas próprias máquinas, incluindo a contratação de serviços. A medida foi solicitada pelos profissionais da área em diversas reuniões, quando apontaram a burocracia e a dependência dos hospitais à Secretaria como entraves ao funcionamento.
   "A de
centralização dará mais autonomia gerencial e financeira a todos os hospitais e regionais em questões cotidianas e emergenciais. O médico e a sua equipe não podem parar de dar atenção ao paciente para se preocupar com o que está faltando no hospital, ou por conta de um problema físico, de equipamento e de instalações. Ainda mais quando esse problema é fácil de ser solucionado", afirmou o governador.
   Até o final deste mês de maio, os conselhos administrativos dos hospitais têm prazo para apresentar propostas de regulamentação dessa autonomia, além dos critérios e especificações 
para as compras e dos modelos de relatórios de prestação de contas.
   O 
secretário de Saúde, Joaquim Barros Neto, explicou que os hospitais, com o trabalho de suas áreas de tesouraria, contabilidade e administração, ganharão rapidez para "resolver pequenos problemas sem ter de passar pela Secretária e esperar a liberação de uma licitação - se falta luva, o diretor terá autonomia e dinheiro para providenciar a compra".
   E o governador lembrou que o valor 
global da transferência de rcursos será definido com base em critérios de produção assistencial observados no Sistema de Informações Hospitalares e Ambulatoriais do Ministério da Saúde (AIH/SUS e SAI/SUS).
   "Vamos analisar as variáveis, como número de UTIs, internações, cirurgias e atendimentos em geral. Vamos respeitar as regras do Fundo de Saúde, do Ministério da Saúde. Acompanhar a evolução das ações, tudo nas melhores condições possíveis para que o recurso seja aplicado da melhor forma e com transparência", afirmou.
   Ele ressaltou que o
s recursos não poderão ser aplicados no pagamento de despesas com pessoal, encargos sociais ou qualquer outro vínculo empregatício, implantação de novos serviços, gratificações, festas, viagens e hospedagens, obras de infraestrutura, aquisição de veículos, compra ou locação de equipamentos de informática, pesquisa e publicidade.
   À noite, o governador anunciou a contratação de 592 médicos para a rede pública, incluindo 90 anestesistas, 150 clínicos-gerais, 60 pediatras e 20 psiquiatras. E o secretário reiterou que “neste ano, quase 2 mil profissionais serão convocados para trabalhar na saúde”.