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Anvisa tem novo sistema de gestão de riscos nas fronteiras

   A situação sanitária de aeronaves e embarcações no Brasil pode ser avaliada em tempo real com o Sagarana, o novo sistema de gestão de riscos em portos, aeroportos e fronteiras.
  
O sistema foi lançado na quinta-feira (13) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, segundo José Agenor Álvares, diretor da Agência, os fiscais serão equipados com smartphones, "capazes de enviar imediatamente relatórios e fotos com um diagnóstico sobre a situação real de cada ponto de entrada".
   Os roteiros de inspeção, padronizados para todo o país, serão enviados para a sede da Agência, em Brasília, e "em casos de emergência em saúde pública, por exemplo, essas informações serão fundamentais para que a Anvisa dê respostas mais rápidas, incluindo intervenções nos locais em que há mais riscos"..

Índices - Já testado com sucesso em cinco pontos de entrada – os aeroportos de Brasília, de São Paulo (Cumbica) e de Belém, o porto de Paranaguá e o posto de fronteira em Foz do Iguaçu, ambos no Paraná –, o Sagarana vai elaborar um perfil com índices de riscos para a saúde da população em todo o país.
   Esses índices, explica o diretor, serão definidos de acordo com os resultadas das inspeções sobre os principais processos e ambientes sujeitos a vigilância sanitária: serviços de alimentação (restaurantes e comissarias), qualidade da água para consumo humano, gerenciamento de resíduos sólidos e segurança sanitária dos meios de transportes (aeronaves, embarcações, ônibus e caminhões).
   Em um ano, acrescentou José Agenor Álvares, os dados do Sagarana e os índices de riscos devem estar disponíveis para a população. "Queremos que o cidadão saiba qual é o risco a que ele está exposto e, com isso, possa escolher de forma mais consciente qual meio de transporte deve utilizar para realizar um viagem mais segura".
   A Anvisa pretende iniciar a implantação do sistema no próximo mês, em 36 pontos de entrada escolhidos com base no compromisso internacional que o Brasil assumiu com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para melhoria do controle sanitário em portos, aeroportos e fronteiras do país.